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Capítulo 5

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Gerald saiu imediatamente da sala.

Naomi e Harper, o chefe do dormitório, correram atrás dele.

“O que você tá fazendo? Eu não disse que não gostei do seu presente”, falou Naomi, meio desesperada.

Harper também tentou ajudar: “Gerald, não vai embora. Fica pelo menos pra jantar. Se você for agora, o clima aqui vai ficar péssimo.”

Gerald deu um sorriso e respondeu: “Vocês podem continuar se divertindo. Eu realmente tenho algo pra fazer agora. Mas espero que vocês acreditem que eu não sou o tipo de pessoa que daria algo falso.”

Ele não fazia ideia se alguém ali acreditaria nele.

Enquanto pensava nisso, só conseguia culpar a irmã por ter dado pra ele um cartão que só permitia compras acima de cinquenta mil dólares.

Mesmo com Naomi e Harper tentando convencê-lo, Gerald decidiu ir embora.

“Aquele pobretão foi embora mesmo?” — perguntou Danny, rindo assim que Naomi e Harper voltaram.

Harper respondeu na lata: “Danny, não dá pra você escolher outra pessoa pra implicar? Por que cisma tanto com o Gerald? Ele já não sofre o suficiente?”

Harper já tava de saco cheio.

“Hahaha. Ele que pediu, né? Quem manda comprar uma bolsa Hermès falsificada pra Naomi? E ainda escolheu uma edição limitada fake! Patético!” — debochou Danny.

Alice só conseguia dar um sorrisinho sarcástico e balançar a cabeça.

Gerald andava pela rua sem expressão nenhuma no rosto.

Quando era pobre, tudo que ele queria era ser rico. Agora que tinha grana de sobra… não sentia nada de especial.

E pior: comprou uma bolsa de mais de cinquenta e cinco mil dólares pra uma amiga, e ainda assim foi humilhado e tratado como piada.

Enquanto pensava pra onde ir, o celular tocou.

Era a irmã dele, Jessica.

Ele atendeu na hora: “Mana!”

“Gerald! O que você tá fazendo agora?”

“Ah, nada demais…”

“Então faz um favor pra mim?”

Gerald ficou curioso.

“Você conhece a Mayberry Commercial Street? Eu investi nessa rua e desenvolvi ela quando voltei pro país, quatro anos atrás. Agora preciso assinar um contrato de renovação com alguns investidores, mas não posso voltar aí agora.”

“Na época, eu usei seu nome nos documentos do projeto. Então, a rua comercial é nossa. Quero que você vá lá e assine esse contrato por mim.”

“Alô? Gerald, tá me ouvindo?”

Claro que ele tava ouvindo.

Mas tava completamente confuso.

Mayberry Commercial Street?

A rua mais badalada da cidade. Cheia de lojas de luxo, comércio movimentado… e, no topo da colina, tinha a Wayfair Mountain Entertainment — um lugar frequentado só pelos ricos e poderosos.

Então… a irmã dele tava dizendo que eles eram donos dessa rua?!

“Irmã, você tá falando sério? A gente é dono da rua toda?”

“Aff, Gerald! Tô te falando isso faz tempo! Acha que eu ia brincar com um negócio desses? Claro que é verdade. Eu não podia gerenciar tudo sozinha, então coloquei seu nome como co-proprietário. Agora você é dono de metade da rua!”

“Já falei com o Zack, o dono do Wayfair Mountain Entertainment. Quando você chegar lá, é só dizer seu nome e que você é o ‘segundo chefe’!”

“Eu…”

“Tá, tá, chega. Tenho outra coisa pra fazer. Tchau!”

Bip, bip, bip…

Gerald ficou parado, com o celular na mão, sem saber o que dizer.

Ele nunca nem tinha pisado na Wayfair Mountain Entertainment. Nem sabia como era lá dentro.

Respirou fundo, chamou um táxi e seguiu direto pra lá.

A Wayfair Mountain Entertainment era um casarão enorme, chique, misturando hotel, restaurante e espaço de lazer — tudo num lugar só.

Era o orgulho da Mayberry Commercial Street.

Gerald levantou a cabeça e entrou.

“Senhor, por favor, um momento!”

Assim que entrou, foi parado por algumas recepcionistas lindíssimas.

“O senhor tem reserva?”, perguntou uma delas, olhando pra ele de cima a baixo.

Essas garotas eram responsáveis pela recepção e estavam acostumadas com clientes VIP. Mas o Gerald, com roupa simples e jeito comum, destoava totalmente do padrão.

Mesmo com um certo desprezo no olhar, elas ainda foram educadas.

“Eu não tenho reserva, mas vim procurar uma pessoa”, respondeu Gerald, sorrindo.

Naquele momento, ele olhou pra todas aquelas mulheres perfeitas e entendeu por que diziam que aquele lugar parecia um conto de fadas.

Todas tinham rostos lindos e corpos de modelo.

As recepcionistas franziram o cenho ao ouvir aquilo.

“Estou aqui procurando o Zack.”

As garotas se entreolharam.

Será que esse cara sabia mesmo quem era o Sr. Lyle?

Na cabeça delas, Gerald era só mais um curioso tentando fingir que era rico pra dar uma espiadinha na mansão.

De vez em quando, apareciam caras assim por lá.

Mesmo achando que ele era um impostor, elas mantiveram a educação.

Gerald, percebendo que estavam julgando ele só pela aparência, ficou incomodado.

Nesse momento, um jovem chamado Sebastian entrou na recepção.

“Srta. Jane, o que tá acontecendo? Qualquer um pode entrar aqui agora?”

Sebastian olhou pra Gerald com desprezo e sorriu pra recepcionista.

Algumas pessoas simplesmente não conseguem evitar serem sarcásticas.

Sebastian zombou: “Ótimo. Vou trazer uns amigos estrangeiros aqui depois. Esse lugar é um símbolo de Mayberry, né? Só espero que a vibe não seja estragada por qualquer um. Srta. Jane, lembra que meu pai é muito próximo do seu chefe, o Sr. Lyle. Eles vivem jantando juntos.”

Assim que mencionou o nome de Lyle, todo mundo ficou impressionado.

A mulher que estava com Sebastian — uma atriz de segunda linha — sorriu na hora, surpresa por ele conhecer alguém tão importante.

As recepcionistas também ficaram animadas, tentando atrair a atenção dele.

Jane acenou rapidamente: “Claro, Sr. Lewis. Entendido.”

Depois disso, ela olhou pro Gerald com cara fechada.

“Senhor, por favor, retire-se imediatamente. Não cause problemas. Senão, vamos chamar a segurança!”

Gerald respirou fundo e disse: “Tudo bem, vou só sair pra fazer uma ligação.”

Enquanto saía, tirou o celular do bolso.

“Ridículo! Esse cara claramente é um impostor”, comentou Sebastian com frieza.

“Por favor, não leve a mal, Sr. Lewis. Isso às vezes acontece”, tentou Jane, com um sorrisinho.

Sebastian assentiu e disse: “Ah, ali estão meus amigos. Por que vocês não vêm tomar uns drinks mais tarde?”

“Se eu tiver tempo, apareço sim, Sr. Lewis”, disse Jane, fazendo charme.

Sebastian deu aquele olhar safado e acenou com a cabeça. Depois, tirou a carteira e foi pagar o quarto.

As outras recepcionistas olharam pra Jane cheias de inveja.

“Jane, você conhece o Sr. Lewis?”

Ela respondeu com arrogância: “Claro! Todas nós começamos aqui depois da faculdade. De que adianta trabalhar nesse lugar se não for pra fazer contatos com caras ricos como ele?”

“Viu aquela atriz com ele? Segunda linha, mas o pai dele tem mais de dois bilhões em patrimônio!”

“Uau! Agora faz sentido ele conhecer o Sr. Lyle!”

Elas estavam obcecadas por Sebastian.

“Hahaha. Vocês sabiam que aquele pobretão de antes veio procurar o Sr. Lyle? Ridículo! O Sr. Lyle tá ocupado agora, numa reunião com o presidente da Câmara de Comércio!”

Jane ria sem parar.

Mas assim que levantou a cabeça pra procurar Sebastian de novo… viu Gerald entrando de novo pela porta.

“O que você tá fazendo aqui DE NOVO?”

Ela ficou em choque.

As outras recepcionistas também encararam Gerald com puro desprezo.

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